
História
O QUE É SLAM EDUCA?
Em 2025, o Slam Educa teve mais de 12 escolas participantes das atividades e mais de 3 mil estudantes inscritos.
O Slam Educa, projeto de extensão da Universidade Federal de Santa Catarina, produzido no PET-Letras da mesma instituição, no ano de 2024 realizou suas atividades em 13 escolas da rede pública de ensino da Grande Florianópolis e duas instituições de ensino de contraturno, foram elas: EBM Henrique Veras; CEM Vila Formosa; EEB Tânia Mara; EBM Almirante Carvalhal; EEB Simão Hess; EEB Beatriz de Souza Brito; EJA Sul; EEB Professora Maria do Carmo Lopes; EBM Brigadeiro Eduardo Gomes; EBM Antônio Francisco Machado; EBM Doutor Paulo Fontes; EBM Doutor Jacinto Cardoso e Instituto Estadual de Educação, além dos projetos Gerações da Chico (Comunidade Chico Mendes) e ACAM (Morro do Mocotó). No processo, estivemos em três municípios e atingimos mais de 600 estudantes, nos três turnos.
O projeto consiste na construção de um Slam Interescolar, isto é, uma competição de poesia falada entre estudantes de diferentes instituições de ensino público da Grande Florianópolis. O termo Slam vem do inglês “Slam Poetry” e “Slam” é uma onomatopeia do inglês para batida ou impacto, como o “POW” e o “PÁ” seriam para nós. Além disso, “Grand Slam” geralmente é o nome que se dá para competições esportivas como o “Grand Slam” de Tênis. O movimento surgiu na década de 1980, em Chicago, nos Estados Unidos, criado por Marc Kelly Smith e chegou no Brasil em 2008 trazido pela Roberta Estrela D’Alva, que fundou o primeiro Slam do Brasil, o ZAP (Zona Autônoma da Palavra), lá em São Paulo. Pouco tempo depois, em 2012,
Emerson Alcalde criou o Slam da Guilhermina, que acontece numa praça e que foi muito importante para atribuir ao Slam uma característica que ele tem até hoje aqui no Brasil: o Slam é cultura de rua.
Dizer que “o Slam é cultura de rua” significa que o Slam encontrou seu espaço nos lugares públicos e por isso acabou se tornando um meio importantíssimo de democratização da literatura e do acesso à cultura, afinal de contas, a rua é de todo mundo. Caracterizado por textos poéticos com bastante viés social e político, o Slam se tornou um espaço em que a literatura encontra a busca por um mundo melhor, sendo um nicho literário em que textos que combatem o racismo, a LGBTQfobia, o machismo, a xenofobia e outras formas de preconceitos e mazelas sociais tem muito espaço. O Slam é um lugar de denúncia, protesto e reivindicação por meio da arte.
A edição final de nosso projeto, que consiste na competição final de poesias, e que é o resultado das etapas anteriores de oficinas de poesia e de seleções de poetas contou com seis instituições, sendo elas EBM Almirante Carvalhal, EBM Brigadeiro Eduardo Gomes, CEM Vila Formosa e CEM Antônio Francisco Machado, reunindo mais de 100 estudantes no Auditório do EFI, na UFSC, para celebrar as produções dos estudantes que foram premiados com livros, camisetas, vale-presentes para lojas de roupa e muito mais. Felizmente, o projeto conseguiu atingir muitas pessoas e provar seu valor na promoção do acesso à literatura e no incentivo à leitura e escrita.
Neste processo, recebemos o apoio da Associação Cultural Baiacu de Alguém, que foi fundamental para que pudéssemos realizar os deslocamentos até as escolas nas mais diversas regiões, bem como cobrir os custos de alimentação e demais despesas. Sem dúvidas, sem esse apoio o processo teria sido profundamente dificultado e talvez até impossível. Além disso, os recursos destinados a nós contribuíram diretamente com a ponta final do nosso projeto que é a competição final de poesia, permitindo que premiássemos os estudantes com muitos livros (o que dialoga com o nosso interesse de fomentar a leitura entre os jovens) bem como outros prêmios como roupas e brindes, todos eles relacionados a garantia de uma dignidade para o estudante em sua vida escolar.
Por fim, não seria possível concluir essa etapa sem agradecer ao professor doutor Atilio Butturi Junior, tutor do PET-Letras UFSC, que abraçou nossa jornada, bem como à todas instâncias da Universidade Federal que nos permitiram institucionalidade, que nos forneceram espaços e materiais, e que auxiliaram nas questões burocráticas e na divulgação das nossas atividades. A Universidade Federal é uma comunidade que, quando trabalha junta, constrói coisas lindas, como esse projeto.
É possível acompanhar as atividades realizadas pelo nosso projeto bem como inscrever sua escola por meio de nosso instagram @slameduca_sc.



